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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Olhar sobre as letras

 Nesta postagem vamos deixar nossos seguidores alçarem seus voos e encontrar o melhor ponto de inflexão e reflexão. E tentar enxergar os lugares que precisam de um realce para a novidade. Como disse a jovem artista Bianca Vissicaro ao definir tão bem o mural de Eduardo Kobra na cidade de Sorocaba(SP):  “Para que colorir apenas um trecho da cidade, quando se pode dar cor a um mundo novo? É um convite para o mundo dos livros.”


O que a obra dele faz aqui? Anima o Mundo onde passa.

Eduardo Kobra



Quem é esse cara?

Da periferia de São Paulo para o mundo. Nascido em 1975 no Jardim Martinica, bairro pobre da zona sul paulistana, o artista Eduardo Kobra tornou-se um dos mais reconhecidos muralistas da atualidade, com obras em 5 continentes

Desde os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, ele detém o recorde de maior mural grafitado do mundo – primeiro com ‘Etnias’, pintado para celebrar o evento, com 2,5 mil metros quadrados; marca superada por ele mesmo em 2017, com uma obra em homenagem ao chocolate que ocupa um paredão de 5.742 metros quadrados às margens da Rodovia Castello Branco, na Região Metropolitana de São Paulo.

Uma de suas obras mais famosas é ‘O Beijo’, executada em 2012 no High Line, em Nova York – apagada quatro anos mais tarde. Trata-se de uma releitura cheia de cores da imagem feita pelo fotojornalista norte-americano Alfred Eisenstaedt (1898-1995) em 13 de agosto de 1945, quando o povo saiu às ruas para comemorar o fim da Segunda Guerra Mundial.

Kobra começou a desenhar em muros na clandestinidade, como pichador, ainda durante a adolescência. O gosto pela espontânea arte de rua já era visível no garoto, que colecionava advertências por intervenções não autorizadas na escola e chegou a ser detido três vezes por crime ambiental – justamente por conta do uso irregular de sprays em muros das redondezas.

Nos anos 1990, trabalhou fazendo cartazes, pintando cenários de brinquedos e criando imagens decorativas para eventos naquele que era o maior parque de diversões do Brasil. Era a primeira vez que ele, filho de um tapeceiro e de uma dona de casa, ganhava dinheiro com suas imagens. O trabalho foi bem-sucedido, tanto que lhe rendeu convites para atuar também em outras empresas e junto a agências de publicidade.

Sua arte urbana começou a ganhar visibilidade na década seguinte. Em 2007, apareceu com destaque na mídia pela primeira vez por causa do projeto Muro das Memórias, em que mergulhou no universo das fotos antigas de São Paulo e passou a reproduzi-las nas ruas em tons de sépia ou em preto e branco, apresentando um estilo de grafite diverso daquele que se espalhava pela cidade.

Esse projeto acabou se tornando uma marca, embrião de muito do que viria a seguir.

Kobra se tornou um obstinado pesquisador de imagens históricas e não foram poucas as vezes em que tal predileção, estampada em muros gigantescos, acabou servindo para resgatar a importância de lugares e fortalecer a sensação de pertencimento de seus habitantes.

Autodidata, o muralista admite que aprendeu e desenvolveu sua arte ao observar a obra de artistas que admira – do misterioso expoente da street art Banksy, britânico cuja identidade jamais foi revelada, a nomes como o norte-americano Eric Grohe (1944- ), o também norte-americano Keith Haring (1958-1990) e o mexicano Diego Rivera (1886-1957).

Os projetos passaram a se somar. Em Greenpincel, Kobra demonstra uma eloquente preocupação com causas ambientais. Esses painéis, compostos por uma imagem e uma frase de protesto, são fortes panfletos em prol de causas ecológicas. Nesse sentido, seus genuínos temas vão desde o combate à pesca predatória até o veto à exploração de animais em eventos como o rodeio. Aquecimento global, poluições da água e do ar e desmatamento também aparecem em seus murais.

Em 2009, Kobra se deparou com pinturas de street art tridimensionais. Decidiu que também poderia fazê-las. Mergulhou em seu ateliê, realizou testes diversos e, em seguida, colocou sua arte na rua. Primeiro na Avenida Paulista, coração simbólico e financeiro de São Paulo. Depois, em exposições ao redor do mundo, de festivais em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a eventos nos Estados Unidos.

Sua sensibilidade para as mazelas sociais resultou no projeto Realidade Aumentada, em que pintou dez painéis em dez dias em 2015, sempre chamando a atenção para uma questão importante – de uma menina desaparecida a um morador de rua que escreve poemas, passando pela história de uma bailarina de origem pobre da periferia paulistana.

Mais recentemente, em uma revisita atualizada às imagens antigas, Kobra criou a série Recortes da História. Em vez de partir de velhas fotografias que retratem a memória de um lugar, o artista volta-se para momentos marcantes da história da humanidade. Assim, cenas como a do ativista norte-americano Martin Luther King (1929-1968) proferindo um discurso contra o racismo ganham os muros pelos traços do artista brasileiro.

Já no projeto Olhar a Paz, Kobra retrata personalidades históricas que tenham lutado contra a violência, pela disseminação de uma cultura de paz pelo mundo. É quando a arte do brasileiro endossa – e muitas vezes ecoa – mensagens de fraternidade e não-violência. Ele já estampou em muros o ativista indiano Mahatma Gandhi (1869-1948), a vítima do Holocausto Anne Frank (1929-1945), a ativista paquistanesa Malala Yousafzai (1997- ) e o cientista alemão Albert Einstein (1879-1955), entre outros exemplos.

A herança de seu passado no hip-hop é revivida no estilo mais marcante de sua arte: imagens hiper-realistas, muitas vezes baseadas em fotografias de personalidades, como o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer (1907-2012), o artista espanhol Salvador Dalí (1904-1989) e o músico brasileiro Chico Buarque (1944- ), cobertas com cores fortes e contrastantes. Essas cores acabaram se tornando seu principal cartão de visitas ao redor do mundo, o estilo marcante de sua obra. E, em maior ou menor grau, passaram a aparecer em obras das mais diversas fases de sua carreira.

Seu primeiro mural fora do Brasil foi em Lyon, na França, em 2011. Na época, havia sido convidado para ilustrar um paredão de um bairro que passava por processo de revitalização – ou seja, lançou mão de sua vertente Muros da Memória para ajudar na valorização histórica da região. De lá para cá, já pintou em países como Espanha, Itália, Noruega, Inglaterra, Malaui, Índia, Japão, Emirados Árabes Unidos, além de diversas cidades norte-americanas.

Mora em São Paulo, onde também fica seu ateliê.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Uma representação sensível do luto

Bom dia a todas e todos que seguem nosso blog. Estivemos longe pelos mesmos motivos de todos os seres humanos nesses últimos meses de 2020... 
Não queremos aqui falar como todos (e novamente) sobre pandemia e mortes e "novo" normal... Mas a postagem de hoje faz uma reflexão belíssima e sensível sobre FAMÍLIA, sobre o sentido de ESTAR VIVO, o sentido de MORRER  e a vida permanente que pulsa em todos nós a cada instante. As tristezas e depressões que tanto se fala hoje, e salientadas em nós direta ou indiretamente, também podem ser enfrentadas com mergulhos na alma. Sim, como se no íntimo fossemos repleto de gotas de vida e experiencias... 
Sigam...

                                                             “Se algo acontecer...Te amo” 
                                                   Direção: Will McCormak e Michael Govier
                                                   Duração:12 minutos                                                    
                                                   Ano:2020
                                                   País: EUA

O curta-metragem “Se algo acontecer...Te amo” foi lançado na plataforma de streaming Netflix, no dia 20 de dezembro de 2020, e fez um sucesso inesperado. Envolvente em toda a sua trama, o curta inicia-se na refeição de um casal distante - não só fisicamente -, com suas sombras discutindo sobre a mesa, representando as emoções, os sentimentos que não se permitem exprimir. Com o decorrer da narrativa, nos é revelado que, a barreira que se ergueu entre o casal foi a perda - precoce - de sua filha, vítima de um tiroteio ocorrido na escola em que estudava. As cores utilizadas para compor os cenários contribuem para a ideia de melancolia, da perda de vida em que todos os cantos da casa se submeteram, devido à ausência da criança.Variações de preto, branco e cinza. Até que uma nova cor quebra a monocromia. Azul. A cor que simboliza a harmonia vem à tona, em meio ao caos, na medida em que o casal passa a se lembrar da filha, mas lembrar-se dela junto deles, brincando, em dias vistos como monótonos até se perderem no tempo, transformando-se em meras lembranças. Quanto mais eles pensavam nela, mais cores apareciam, cores quentes, simbolizando felicidade, até que, em meio às memórias, se recordam do momento em que a menina saía de junto deles para ir à escola. As cores somem e as sombras retornam, tentando desesperadamente - e inutilmente - impedi-la de chegar até a escola. Então a música é interrompida por um silêncio incômodo seguido de tiros, gritos de crianças e sirenes. Neste ponto da narrativa, as sombras retornam, mas com uma a mais dessa vez. A sombra da criança, tentando com todas as forças - e com êxito - aproximar os pais novamente. (Autora: Bianca Vissicaro)
No decorrer dos fatos, o curta aborda os cinco estágios do luto: 
1. A negação e o isolamento (representado pela distância do casal)
2. A raiva (quando suas sombras discutem sobre a mesa em que eles comem em total silêncio)
3. A barganha (quando ambos tentam impedir que a filha chegue até a escola)
4. A depressão (que, neste caso, inclui os sentimentos de debilitação, tristeza, solidão e saudade, quando as sombras caminham em sentidos opostos ao perceberem que não conseguiram impedi-la)
5. E, por fim, a aceitação (quando a sombra da garotinha finalmente consegue aproximar os pais, que então, choram juntos a ausência de seu raio de sol). (Referencia: https://www.vittude.com/blog/cinco-estagios-do-luto/)

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Belíssimo – Sinfonia dos animais

 Pessoal, o blog tem o imenso prazer em compartilhar com vocês um vídeo belíssimo sobre o livro “Sinfonia dos animais” do renomado escritor Dan Browm. Lançado pela Editora Arqueiro o livro é  “Uma experiência multissensorial para crianças e adultos ouvirem e lerem juntos.” 

Produção: Editora Arqueiro
Duração: 3:18
País: Brasil

Viaje pelas florestas e ao redor dos mares com o Maestro Ratinho e seus amigos musicais! Você vai conhecer a imensa baleia azul, guepardos supervelozes, besouros minúsculos e cisnes elegantes. Cada um deles tem um segredo especial para lhe ensinar. Ao longo desta jornada, você vai encontrar as surpresas que o Maestro Ratinho deixou pelo caminho – uma abelhinha que vive se escondendo, letras embaralhadas que formam palavras e até uma mensagem em código para você mesmo decifrar! (Fonte: http://www.editoraarqueiro.com.br)

Vejam abaixo o que o autor fala do seu livro:

Queridos leitores,

Muito antes de escrever histórias... Eu escrevia músicas.

Meus pais eram músicos e professores, então cresci estudando piano clássico, cantando em corais e assistindo a MUITOS concertos. Quando eu era criança, a música era meu refúgio secreto. Ela me acalmava quando eu ficava frustrado, era uma amiga fiel quando eu me sentia solitário, me ajudava a expressar alegria quando eu estava feliz e, o melhor de tudo, despertava minha criatividade e minha imaginação. Até hoje toco piano todos os dias – normalmente ao fim de um longo dia escrevendo.

A música é uma espécie de narrativa, e os movimentos de orquestra em Sinfonia dos animais, os poemas e as ilustrações que os acompanham trabalham em conjunto (como um código!) para contar uma história e revelar algo engraçado ou interessante sobre a personalidade de algum animal. Se você escutar com atenção, poderá encontrar cada um desses bichinhos escondido na música. Além disso, cada um deles ensina uma lição, formando uma coleção de “segredos para a vida” que vão ajudar você a crescer.

Espero que você se divirta lendo e ouvindo Sinfonia dos animais tanto quanto eu me diverti ao criá-lo.

Um abraço,

           Dan Browm"

(Disponível em: http://www.editoraarqueiro.com.br/livros/sinfonia-dos-animais/Acesso em: 07, set, 2020)





domingo, 27 de setembro de 2020

 

Em tempos de mudanças nos formatos de educação escolar as tecnologias sempre despontam como opção, mas uma das grandes atrações e mais procuradas são as animações. Por conta de sua riqueza de imagem, capacidade de síntese e formação de valores. Porém perguntamos se elas estão sendo usadas de forma apropriada para melhorar a aprendizagem e a criticidade dos estudantes. No artigo abaixo você terá uma ideia muito profunda e útil sobre esse recurso didático. Atenção: tanto pais quanto filhos podem ler e aprender.

https://www.jornalcruzeiro.com.br/suplementos/educare/animacoes-podem-ser-aliadas-na-sala-de-aula/

Se quiser pode opinar ou perguntar em COMENTÁRIOS. 



quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Amizade Verdadeira

 


Christina Chang e Charlie Parisi

Duração: 3:52

País: EUA

O desenho fala por si. O desenho (RE)ensina sobre amizade. O desenho mostra como o HOMEM pode COMEÇAR a  ser FELIZ. Felicidade se APRENDE. Onde? Com quem? Assista...